Quando, ao chegarmos ao final de
um relato, seja num livro, num filme, num seriado, e nos deparamos com a
palavra ‘continua... ’, geralmente ficamos na expectativa, ansiosos para
continuarmos a leitura, sabermos o que vira adiante. Mas porque geralmente não
ficamos assim com a nossa própria vida?
Pare e reflita. Nossa vida é um longa história. Á cada hora, á cada minuto, escrevemos um pedacinho dela e sempre colocamos, mesmo sem perceber, um [continua...] em frente ao que acabamos de escrever, visto que nunca sabemos quando será seu final. Mas será mesmo que esse tipo de narrativa tem um final? Sempre tive essa dúvida. Note que quando uma pessoa morre, seus amigos, parentes, colegas ou apenas conhecidos continuam discutindo sobre a vida daquela pessoa: as causas de sua morte, sua vida, dando possibilidades sobre o que ela poderia ou não ter feito... mesmo que sejam apenas possibilidades são coisas que podem ser incluídas no livro da vida daquele individuo. Sendo assim, penso eu que nossa história nunca conclui por completo. Mas é como se estivesse sido escrita num livro que pode ser aberto á cada momento.
Se agora abrissem seu livro da vida, como estaria a sua história?
Há pessoas que ficam pensando tanto em como escreverão sua vida no futuro que se esquece de escrevê-la agora e deixam folhas em branco para trás. O mesmo ocorre com as pessoas que se prendem demais ao passado. Mas há também aquelas pessoas que focam tanto ao presente, ao agora, que se esquecem do que já escreveram anteriormente em seu livro e cometem erros similares aqueles já cometidos, tornando sua história muito repetitiva, ou que se esquece que ela irá ter continuação, deixando – a sem sentido. Há também aqueles que se preocupam tanto em escrever a história dos outros e se esquecem de sua própria vida. Não quero estar incluída entre um desses, porque a história deles é chata, monótona, vazia, sem nenhum proveito para quem a lê.
Então voltando á pergunta: Quem sou eu? Sou escritora de minha própria vida. Aquela que busca escrever meus passos da melhor forma possível, da maneira mais legível e bonita. Não desejo escrever uma história perfeita, pois quem busca histórias perfeitas é criança que gosta de contos de fada. Mas desejo apenas escrever uma história digna de ser lida e imitada. Quero ser aquela que as pessoas de valor observem e queiram ter ao seu lado. Que as pessoas que valham á pena se orgulhem de ter conhecido. Não quero ser superior. Apenas quero viver de um modo que eu seja feliz agora sem arrependimentos futuros. E desejo ter ao meu lado pessoas que realmente me amem pelo que sou, pois sei que posso de alguma forma e em algum momento ajudá-las, e em alguma circunstancia, por um motivo ou outro, também precisarei da ajuda delas. Eu só quero fazer da minha história, algo para ser marcado na memória de cada um que a conhecer.
Eu quero ser eterna!
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